2025 foi um ano de muita movimentação no comércio exterior e, junto com o volume, veio um recado operacional: a complexidade cresceu na mesma velocidade. Para 2026, a conversa deixa de ser apenas “câmbio e demanda” e passa a incluir capacidade, previsibilidade, dados e compliance.
Abaixo, reunimos os principais números oficiais do Brasil (Secex/MDIC) e os sinais do cenário internacional (UNCTAD, FMI e OMC), com a tradução do que isso tende a mudar no seu dia a dia.
Brasil e o comércio internacional em 2025
A Secex/MDIC registrou em novembro/2025 a corrente de comércio em US$ 51,2 bi (recorde para meses de novembro) e, no acumulado jan–nov/2025, os seguintes totais: exportações US$ 317,8 bi, importações US$ 260,0 bi, saldo US$ 57,8 bi e corrente US$ 577,8 bi.

O fato das importações crescerem mais rápido que as exportações indica uma maior disputa por espaço na chegada (portos e armazéns alfandegados), o que pode impactar o lead time no início de 2026.
Comércio global em 2025: recorde acima de US$ 35 trilhões
A UNCTAD estimou que o comércio mundial superou US$ 35 trilhões em 2025, com crescimento de 7% sobre o ano anterior (cerca de US$ 2,2 trilhões a mais que 2024). Esse recorde global traz um efeito direto: o ambiente para quem importa ou exporta ficou mais competitivo. Isso exige atenção redobrada para questões como disponibilidade de equipamento, espaço, tarifas de frete e prazos de seguro.
O que esperar de 2026 no comércio exterior?
Com base na leitura combinada das projeções macro (FMI/OMC) e do cenário regulatório, 2026 tende a ser menos “ano de euforia” e mais “ano de ajuste fino”.
Demanda global moderada
As projeções apontam crescimento global mais contido em 2026, com comércio avançando, mas em ritmo que exige prudência.
Incerteza regulatória e política comercial
A sinalização para 2026 é clara: parte do risco deixa de ser puramente econômico e vira político-regulatório (tarifas, medidas de defesa comercial, exigências técnicas).
Câmbio como variável operacional
Projeções de mercado (Focus/BCB, compiladas por estudos econômicos) indicavam patamar de câmbio em torno de R$ 5,49/US$ no fim de 2026 em leituras de 2025.
CBAM definitivo na União Europeia
Em 2026, o CBAM entra em fase definitiva na UE. Isso significa que, para cadeias expostas ao mercado europeu (direta ou indiretamente), carbono deixa de ser “tema de ESG” e vira barreira comercial.
2026 será o ano da organização operacional
O dado central é a combinação de corrente de comércio em patamar elevado com importações acelerando mais rápido. Isso pressiona sistemas logísticos, aumenta a complexidade da rotina e impõe um desafio extra: operar com previsibilidade, rastreabilidade, compliance e custo sob controle.
Para o gestor logístico, 2026 será o ano em que “organizar o operacional” fará diferença entre manter margem e perder competitividade. Regulações como CBAM e volatilidade cambial exigem antecipação, processos claros e integração real entre armazenagem, transporte e despacho.
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Fontes e créditos (referências)
Secex/MDIC — “Corrente de comércio bate recorde para meses de novembro e chega a US$ 51,2 bi”
UNCTAD — Global Trade Update (December 2025) (recorde > US$ 35 tri; +US$ 2,2 tri; ~7%).
IMF — World Economic Outlook (Oct 2025) (projeção de crescimento global para 2026).
WTO/OMC — Nota/atualização (07/out/2025) sobre projeções de comércio e riscos por incerteza Ipea — Carta de Conjuntura (referenciando expectativas do BCB/Relatório Focus para câmbio no fim de 2026).
Comissão Europeia — página oficial do CBAM (regime definitivo a partir de 1º jan 2026).
Ipea — Carta de Conjuntura (referenciando expectativas do BCB/Relatório Focus para câmbio no fim de 2026).
Comissão Europeia — página oficial do CBAM (regime definitivo a partir de 1º jan 2026).
